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Mensagens

A mostrar mensagens de novembro, 2018

Autonomia em primeiro lugar..

Li um post no Facebook bastante interessante que me deu coragem de escrever sobre um tema que me da orgulho no coração. A autonomia da criança. A frase era mais ou menos esta "se ensinamos às crianças que o diferente é normal não seria preciso trabalhar a inclusão."  Parece que não tem nada haver mas tem tudo. Vamos já perceber porquê. Cada educadora/instituição tem o seu método de ensino. E eu,como tenho liberdade para tal vou tirando o que acho melhor de cada metodo mas confesso que sou mais apaixonada pelo método Montessori. As minhas crianças tem em média um ano e meio e comem sozinhas (apenas duas eu ajudo a segurar a colher na sopa mas a mao delas por baixo da minha, no segundo fazem completamente sozinhas, como quiserem). Desde Setembro que aos mais "velhos" meti lhes o prato à frente e "desenrasquem se". Não é preguiçosa minha. Limpar sopas e mudar roupas  demora mais tempo acreditem!!! Mas criar espaço para que a criança desenvolva a autonomi...

Posso ficar contigo para sempre?

(Desculpem hoje não vou falar convosco vou falar com eles, eles todos desde o meu estágio escolar até ao dia de hoje, vocês podem ler claro) Posso ficar contigo para sempre? Tenho tantas saudades M., nem imaginas o quanto! És a minha irmã mais pequena, pode ser? Vamos fingir que sim. Falei tanto dde ti cá em casa que acho que até a minha irmã achou que eras nossa irmã de verdade. Tenho mesmo saudades tuas, nunca encontrei ninguém com quem tivesse tanta cumplicidade sem dizeres quase nenhuma palavra. Eu gostei mesmo de ti a sério! Como estás hoje M? Feliz? (Nosso jogo esconde esconde adaptado). Amar-te-ei sempre. Foste a primeira! Agora fica eu vou te contar que são os meus novos amigos.  M.M., a miúda mais inteligente e carinhosa que já conheci, tudo era feito nas calmas. Deste me tanta força meu amor, preferia ter morrido naquele dia... tu sabes... e tu... tinhas 5 anos, super autónoma e a pedires me colo como quem diz "ficaaa eu preciso de ti" . Queria ter ficado c...

Batatas.... batatas... e mais batatas

Alô alô Quando comecei a trabalhar como educadora houve pessoas que transmitiram a ideia que eu era muito branda com os miúdos (talvez por eu achar desnecessário "castigar" uma criança tão pequena por muito tempo ou talvez por em brincadeiras me confundirem com eles, não sei, nunca entendi). A verdade é que eu (novata) inconsciente, por vezes, abandonei os meus ideais para ser educadora levada a sério. E esse foi o pior erro da minha vida como educadora. Nunca devemos abandonar quem somos e quem queremos ser só para agradar os outros (que vão continuar a dizer mal de nós se assim o quiserem). Sempre disse que nunca ia forçar uma criança a comer o segundo. Uma criança que coma um bom prato de sopa pode não ter grande apetite para o segundo.  Mas... ia forçado... a única  criança que ainda não tinha acabado  não queria mais batata quando me viu a dar a banana aos outros.  "não tens fome para uma coisa não tens fome para outra" e arrumei a banana dele. Até aqui t...

Uma educadora que muda fraldas!

Como estão? Hoje em dia, já há muitas educadoras que mudam fraldas, já não é novidade. Pelo menos não deveria ser. Ouvi muitas vezes expressões de admiração ou comentários como se fosse um trabalho "obrigatório" da auxiliar. Mas eu mudo fraldas. Sempre que consigo. E faço questão de ser eu a mudá-las sempre que é possível.  Sim eu gosto de mudar fraldas! Apesar do cheio desagradável (porque não é agradável) é um dos poucos momentos do de "filho" único que tenho com elas, sou só eu e ele/a, sem mais nenhuma criança é o momento dele/a.. Só dele/a, só nosso, a sós. Quando estamos com tempo até faço disso um momento de atividade e não só de cuidado, "Onde está a barriga? E as pernas?", "como faz o leão? E o gato" "que é isto? Tens coco? Não tens?" ... Tanta coisa pode ser trabalhada no momento da muda de fralda. Até o medo das alturas... mas principalmente a relação afetiva entre mim e os meus olhos brilhantes. Mudar a fralda é uma ativ...

A minha bata nunca tem botões

 Olá de novo Já tive várias batas nestes poucos anos de experiência (de substituições ) e nunca consigo ter os botões todos, mesmo quando a bata é acabada de estrear (e já passei por três sítios por isso a culpa não é das batas). Mas as minhas batas nunca tem botões. Nem botões nem bolsos. Porque por onde passa os bolsos são demasiado pequenos para tamanho afeto. O colo é demasiado usado que não há espaço para botões! Na minha sala pode faltar tudo menos afeto. Seja que sala for. Seja em que creche for. Nunca falta afeto. Nunca sabemos das meias, dos laços dos sapatos e das chupetas porque estivemos a brincar. Sim, eu também porque quando eu me junto piora um pouco. Largam as chupetas e os dudus enfiam se entre os espaços da bata e cai lhes os sapatos (e a mim um botão) e como o bolso é invadido por mais um sapato perco as coisas que guardei nele. Mas não faz mal. Pelo menos para nós (lá está a novata a sentar se no chão e a falar como se fosse um deles nunca tal se viu, nem par...
Sejam bem vindos  a um dos meus mundos ( é sempre bom começar com uma saudação para o caso alguém ler isto) Eu sou a Tatiana. tenho 1/4 de século (em 2018) e desde pequena que queria trabalhar com crianças. Muitooo pequena. Lembro-me, na primária, quando não queria ser professora de matemática queria ser veterinária e nas horas livres ama (a parte veterinária era para imitar as outras raparigas). a partir do 5 ano voltei a querer ser ora educadora de infância ora professora de matemática (conforme as notas de matemática). No 8/9ano fui me diagnosticado dislexia e deficie de atenção e então deixei de querer ser professora de matemática para querer ser psicoterapia infantil e mudar o mundo das crianças com problemas de aprendizagem Nesse dia decidi que ia estudar muito, ler muito sobre esse tema todavia, no decimo ano, depois de uma depressão por não conseguir resultados bons optei por querer ser professora do primeiro e segundo ciclo para mudar o ensino na base desde e facilitar a ...